A disfunção erétil (DE) é a incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória. Estima-se que mais de 16 milhões de homens brasileiros convivam com algum grau de disfunção erétil. Apesar de ser uma condição que afeta profundamente a autoestima e os relacionamentos, a maioria dos casos tem tratamento eficaz.

O que causa a disfunção erétil?

A ereção é um processo complexo que envolve o cérebro, hormônios, nervos, músculos e vasos sanguíneos. Qualquer alteração nessa cadeia pode levar à disfunção erétil. As causas são divididas em:

Causas vasculares (as mais comuns)

  • Aterosclerose — o mesmo processo que entope as artérias do coração pode afetar as artérias do pênis
  • Hipertensão arterial — danifica os vasos sanguíneos ao longo do tempo
  • Diabetes — afeta tanto os vasos quanto os nervos, sendo a causa orgânica mais frequente
  • Colesterol alto — contribui para a aterosclerose
  • Tabagismo — lesiona diretamente os vasos sanguíneos

Causas hormonais

  • Deficiência de testosterona (hipogonadismo) — mais comum após os 50 anos
  • Alterações tireoidianas
  • Hiperprolactinemia

Causas neurológicas

  • Neuropatia diabética
  • Lesão medular
  • Esclerose múltipla
  • Cirurgias pélvicas — especialmente prostatectomia radical

Causas psicológicas

  • Ansiedade de desempenho — uma das causas mais comuns em homens jovens
  • Depressão
  • Estresse crônico
  • Problemas no relacionamento

Medicamentos

  • Anti-hipertensivos (especialmente diuréticos e betabloqueadores)
  • Antidepressivos
  • Ansiolíticos
  • Finasterida (usada para próstata e queda de cabelo)
A disfunção erétil pode ser um sinal precoce de doença cardiovascular. Estudos mostram que homens com DE têm risco aumentado de infarto e AVC nos anos seguintes. Por isso, a avaliação urológica vai além da saúde sexual — pode salvar vidas.

Quando procurar um urologista?

Procure um urologista em Montes Claros se você apresentar:

  • Dificuldade persistente para ter ou manter ereção (por mais de 3 meses)
  • Ereções menos firmes do que o habitual
  • Perda da ereção durante a relação sexual
  • Diminuição do desejo sexual
  • Ejaculação precoce associada

Como é feito o diagnóstico?

  1. Consulta detalhada — histórico sexual, médico e psicológico
  2. Questionários validados — como o IIEF-5 (Índice Internacional de Função Erétil)
  3. Exames laboratoriais — glicemia, perfil lipídico, testosterona, PSA, prolactina, função tireoidiana
  4. Ultrassonografia com Doppler peniano — avalia o fluxo sanguíneo do pênis (em casos selecionados)
  5. Avaliação cardiovascular — especialmente em homens com fatores de risco

Quais são os tratamentos disponíveis?

Mudanças no estilo de vida

São a base do tratamento e podem, isoladamente, melhorar significativamente a função erétil:

  • Praticar exercícios físicos regularmente (30 min/dia)
  • Perder peso (a obesidade é um fator importante)
  • Parar de fumar
  • Controlar diabetes, pressão e colesterol
  • Reduzir consumo de álcool
  • Melhorar a qualidade do sono

Medicamentos orais (inibidores da PDE-5)

São a primeira linha de tratamento medicamentoso. Incluem sildenafila, tadalafila, vardenafila e avanafila. Esses medicamentos melhoram o fluxo sanguíneo peniano e são eficazes em cerca de 70-80% dos casos. Devem ser prescritos pelo urologista após avaliação.

Reposição de testosterona

Indicada quando há deficiência hormonal comprovada por exames. Pode ser feita por gel, injeção ou adesivos.

Terapia por ondas de choque (Li-ESWT)

Tratamento inovador que utiliza ondas de choque de baixa intensidade para estimular a formação de novos vasos sanguíneos no pênis. É indolor, não invasivo e pode melhorar a resposta aos medicamentos orais.

Injeção intracavernosa

Aplicação de medicamento diretamente no pênis, produzindo ereção em minutos. Indicada quando os medicamentos orais não são eficazes.

Prótese peniana

Solução definitiva para casos graves que não respondem aos outros tratamentos. As próteses modernas (infláveis) proporcionam resultados naturais e alta satisfação dos pacientes e parceiras.

Acompanhamento psicológico

Fundamental quando há componente psicológico. Pode ser associado a qualquer outro tratamento para melhores resultados.

Dificuldade com a ereção?

Não sofra em silêncio. Agende sua consulta sigilosa com o Dr. Pedro Henrique em Montes Claros.

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