A incontinência urinária — a perda involuntária de urina — é um problema mais comum do que se imagina e afeta milhões de brasileiros, tanto homens quanto mulheres. Apesar de ser frequente, muitas pessoas evitam procurar ajuda por vergonha, sem saber que existem tratamentos eficazes que podem devolver a qualidade de vida.

O que é incontinência urinária?

A incontinência urinária é definida como qualquer perda involuntária de urina que cause desconforto social ou higiênico. Não é uma consequência natural do envelhecimento — é uma condição médica tratável que merece atenção de um urologista.

Quais são os tipos de incontinência?

Incontinência de esforço

Ocorre durante atividades que aumentam a pressão abdominal, como tossir, espirrar, rir, levantar peso ou praticar exercícios. É mais comum em mulheres após gestação e parto, e em homens após cirurgia de próstata.

Incontinência de urgência (bexiga hiperativa)

Caracterizada por uma vontade súbita e intensa de urinar, difícil de controlar, seguida de perda de urina. A pessoa pode ter que ir ao banheiro muitas vezes ao dia e durante a noite. Pode afetar homens e mulheres em qualquer idade.

Incontinência mista

Combinação dos dois tipos anteriores — sintomas de esforço e de urgência. É bastante comum, especialmente em mulheres.

Incontinência por transbordamento

Ocorre quando a bexiga não esvazia completamente, ficando sempre cheia. A urina "transborda" em pequenas quantidades. Mais comum em homens com aumento da próstata.

Quais são as causas?

Em mulheres

  • Gravidez e parto — enfraquecem os músculos do assoalho pélvico
  • Menopausa — a queda de estrogênio afeta os tecidos urinários
  • Cirurgias ginecológicas — como histerectomia
  • Obesidade — aumento da pressão sobre a bexiga

Em homens

  • Cirurgia de próstata — especialmente prostatectomia radical para câncer
  • Aumento da próstata (HPB) — pode causar obstrução e incontinência por transbordamento
  • Radioterapia pélvica
  • Condições neurológicas — AVC, Parkinson, lesão medular

Em ambos

  • Infecções urinárias
  • Diabetes
  • Uso de certos medicamentos (diuréticos, sedativos)
  • Consumo excessivo de cafeína e álcool
  • Constipação crônica
Muitas pessoas acreditam que a incontinência urinária é algo "normal da idade" e que não tem solução. Isso não é verdade. A grande maioria dos casos pode ser tratada ou significativamente melhorada com o tratamento adequado.

Como é feito o diagnóstico?

  1. Histórico detalhado — tipo de perda, frequência, quantidade, fatores desencadeantes
  2. Diário miccional — registro de 3 dias da frequência e volume de urina
  3. Exame físico — avaliação do assoalho pélvico e próstata (em homens)
  4. Exame de urina — para descartar infecção
  5. Ultrassonografia — medição do resíduo pós-miccional
  6. Estudo urodinâmico — exame que avalia o funcionamento da bexiga e uretra em detalhes

Quais são os tratamentos?

Tratamento conservador

  • Fisioterapia pélvica — fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico (exercícios de Kegel)
  • Treinamento vesical — técnicas para aumentar o intervalo entre as micções
  • Mudanças no estilo de vida — perda de peso, redução de cafeína, controle de líquidos

Tratamento medicamentoso

  • Anticolinérgicos e beta-3 agonistas — para bexiga hiperativa
  • Estrogênio tópico — para mulheres na menopausa
  • Alfa-bloqueadores — para homens com aumento prostático

Tratamento cirúrgico

  • Sling (faixa) uretral — para incontinência de esforço
  • Esfíncter urinário artificial — para incontinência masculina grave
  • Toxina botulínica intravesical — para bexiga hiperativa refratária
  • Neuromodulação sacral — estimulação elétrica dos nervos que controlam a bexiga

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